carpe diem

Posted: 2:51 am

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um dia me disseram que nada é por acaso.
hm…

pense em 200 anos atrás, ou um pouco mais atrás na história, idade média, por exemplo.
milhares e milhares dos seus antepassados viviam nos mais variados cantos do planeta, uns comiam peixes nas filipinas, outros eram filhos do rei e cobravam a corvéia de um outro parente distante seu.
duvida? faça as contas. você tem um pai e uma mãe, quatro avós, oito bizavós, dezesseis tetravós e por aí vai… até chegar em 1300 e alguma coisa, já é uma família bem grande.
agora vamos um pouco mais além. alguns desses seus antepassados eram ainda crianças, numa época em que a mortalidade infantil era, com certeza, bem alta. peste negra, conflitos entre feudos, comida escassa e ainda assim, estragada… a probabilidade de todos os seus antepassados-mirins sobreviverem a esse caos era de uma em muitos bilhões, certo? porém, apesar de saber que muitos deles devem ter ficado doentes, todos sempre superaram as adversidades. uns podem até mesmo ter se enfrentado e ferido uns aos outros em algum campo de batalha da guerra dos cem anos; podem ter ficado cara a cara, prontos para travar um conflito – conflito este entre você e suas possibilidades de vir a nascer alguns séculos mais tarde. tudo bem. eles com certeza viveram. viveram pelo menos até conseguirem continuar a SUA cadeia da vida.
o fato de que a minha ou a sua cadeia não se interrompeu em algum ponto do passado é tão infinitamente menor se comparado com as probabilidades de ter se quebrado… se uma única flecha tivesse cortado esse céu em um momento errado, a grande loteria elegeria outro ganhador.
mas não…

(esse aí foi um escrito meu ressucitado das profundezas da memória do pc. sabe… certas coisas são tão maiores que uma nota de vestibular! por mais que no momento não pareça, haha)


sobre montanhas e ar

Posted: 5:34 pm

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não me sinto muito capaz de traduzir em mim o sentimento do mundo hoje.


tempo…

Posted: 4:11 pm

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quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
industrializou a esperança
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.

aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui para adiante vai ser diferente…

(…)

desejo apenas que você tenha muitos desejos.
desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto,
ao rumo da sua felicidade!

carlos drummond de andrade

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ah, o fascínio da euforia coletiva! quem inventou que o ano terminaria 4 horas antes de completar sua volta em torno de seu próprio eixo talvez não imaginou que tivesse fabricado a mais esperançosa das madrugadas… e o que a 00:00 do dia 31 tem de tão especial, entre todas as outras, afinal? cientificamente, racionalmente, nada. ah, mas vamos combinar… por pelo menos alguns minutos, você tem, sei lá, 70% da população mundial (chutes estatísticos estilísticos ;D) engajada no mesmo propósito – comemorar o novo. se eu estiver certa, isso significa umas 4,62 bilhões de pessoas (!) saudando a vida, acreditando numa original conjunção de astros, ou reversão de carmas, ou milagres, ou simples mudanças de atitude e pensamento causada pela passagem dos doze velhos meses. 4.620.000.000 pessoas efetivamente crendo. não pode ser coisa pouca…
difícil é manter a tal euforia e as resoluções de pé depois do dia 1º.

desejo a vocês, então, a fé, a crença, os esperançosos desejos e a frenética alegria da zero hora para todos os outros minutos do seu 2008. for no moment is ordinary.(: