carpe diem
um dia me disseram que nada é por acaso.
hm…
pense em 200 anos atrás, ou um pouco mais atrás na história, idade média, por exemplo.
milhares e milhares dos seus antepassados viviam nos mais variados cantos do planeta, uns comiam peixes nas filipinas, outros eram filhos do rei e cobravam a corvéia de um outro parente distante seu.
duvida? faça as contas. você tem um pai e uma mãe, quatro avós, oito bizavós, dezesseis tetravós e por aí vai… até chegar em 1300 e alguma coisa, já é uma família bem grande.
agora vamos um pouco mais além. alguns desses seus antepassados eram ainda crianças, numa época em que a mortalidade infantil era, com certeza, bem alta. peste negra, conflitos entre feudos, comida escassa e ainda assim, estragada… a probabilidade de todos os seus antepassados-mirins sobreviverem a esse caos era de uma em muitos bilhões, certo? porém, apesar de saber que muitos deles devem ter ficado doentes, todos sempre superaram as adversidades. uns podem até mesmo ter se enfrentado e ferido uns aos outros em algum campo de batalha da guerra dos cem anos; podem ter ficado cara a cara, prontos para travar um conflito – conflito este entre você e suas possibilidades de vir a nascer alguns séculos mais tarde. tudo bem. eles com certeza viveram. viveram pelo menos até conseguirem continuar a SUA cadeia da vida.
o fato de que a minha ou a sua cadeia não se interrompeu em algum ponto do passado é tão infinitamente menor se comparado com as probabilidades de ter se quebrado… se uma única flecha tivesse cortado esse céu em um momento errado, a grande loteria elegeria outro ganhador.
mas não…
(esse aí foi um escrito meu ressucitado das profundezas da memória do pc. sabe… certas coisas são tão maiores que uma nota de vestibular! por mais que no momento não pareça, haha)